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Moda Masculina: MILÃO direto

Reinventando seu conceito de rapaz cool, a Burberry de Christopher Bailey foi o grande destaque do primeiro dia dos desfiles masculinos na semana de moda de Milão, que começou a apresentar neste sábado quente (18.06) o seu verão 2012. A estética "roqueiro da cidade", que vem alimentando a marca há algum tempo, foi trocada pelo que Bailey batizou de "herança feita à mão", inspirada pelo East Village nova-iorquino dos anos 1970.

Resultado: estampas batik, cores fortes (como o amarelão) misturadas aos tons terrosos e azuis dos casacos, palha trançada nas golas e bolsas, pastilhas de madeira aplicadas nas camisetas e cortiça no salto dos mocassins jovens. Sobre as camisas de tricô (de mangas 3/4 e listras) e as calças (secas, mas coadjuvantes na coleção), os casacos tem silhueta larga nas costas e mangas. E Bailey ainda se arrisca nas proporções, com versões cropped dos seus trench coats, e acerta bastante nos texturizados - tendência que já começa a se afirmar para o verão por aqui.

Correndo por fora veio o inglês Neil Barrett, que encerrou o dia com belo desfile de alfaiataria rocker. De calças encurtadas e sapatos pesados, Neil se baseou na padronagem pied de poule em preto e branco - que evoluía para belos grafismos estampados - e algumas experimentações de peças híbridas. Destaque às jaquetas bomber - aquelas com punhos tricotados nas golas e nas mangas - construídas parte em couro, parte em tecido de alfaiataria - e às de couro, que se transformam em trenchs e paletós.

No meio da tarde, entre protestos da esquerda italiana que tomaram as piazzas de Milão e movimentaram as tropas de choque dos carabinieri, Raf Simons voltou ao minimalismo habitual da Jil Sander (depois do choque de cores do inverno passado), quase gótico com seus meninos de cabelo lambido. Calças largas, shorts saia (de cintura alta e modelagem aberta nas pernas) e paletós largos foram base para os tricôs e os tops e camisetas em tecido sintético.

O brilho do plástico, que também já é tendência na Itália, foi parar até na tradicionalíssima Ermenegildo Zegna, que abriu este primeiro dia de desfiles. Entre os ternos, bem cortados como sempre, em linho cru, camurças e tricôs, a marca colocou na passarela trenchs e paletós de tecido tecnológico - que, usados juntos, ainda viraram sugestão de combinação para os clássicos que usam terno no seu dia a dia.

Já não tão clássica, a dupla Dolce & Gabbana se mostrou obcecada pelas redes, que guiaram o desfile de verão e foram sua versão das texturas mestres da temporada. O enredado, em diversos pesos e aberturas, foi transformado em calças, shorts, trench coats, macacões - sempre com a vibe de homem siciliano da marca. em domingo dedicado ao esportivo, Miuccia Prada ativa o kitsch norte-americano em bela coleção

Miuccia PRADA não se apegou, desta vez, a grandes esquisitices de silhuetas ou proporções. Os ternos (de dois botões ou abotoamento duplo) são corretos, as calças são secas, os cardigãs, absolutamente comerciais, e a camisaria, aparentemente padrão. O twist da vez fica por conta das estampas - padronagens de gravataria, ilustrações setentinhas e megaflorais exagerados - e dos botões de pedras bordadas nas camisas e jaquetas.

Os momentos mais bacanas são quando a italiana mistura tudo isso em uma combinação perigosa e divertidíssima - já que seu forte é ironia. Camisas e jaquetas ganham patch de materiais (conversando até com a coleção de Neil Barrett, apresentada no dia anterior), em couro, seda e alfaiataria. As mesmas pedras recobrem os mocassins de língua larga sobre o peito do pé - as botas de caubói, pretas e curtas e discretas, são de digestão mais fácil e devem sumir das lojas no final do ano. Outro hit: as jaquetas de recheio acolchoado

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