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Publicado em 8 de Outubro de 2009



Milan Fashion Week Ready-to-Wear SPRING 2010

Milan Fashion Week Ready-to-Wear SPRING 2010

DOCE & GABANNA

Sensual na medida

Para seu desfile de verão, Domenico Dolce e Stefano Gabbana decidiram fazer uma conexão virtual entre público e passarela. Já no saguão do teatro, onde aconteceu o desfile, vídeos mostravam ao vivo o que se passava no backstage e na plateia. Em um momento, você assistia às imagens, no outro, estava na tela. Gabbana contou que houve também um feedback via YouTube bem antes do desfile, para saber o que a cliente da marca queria de uma coleção Dolce & Gabbana. Pediram, claro, o sexy feminino de corte perfeito e foi isso que vimos em sua aprsentação. Uma editora de moda disse logo após o desfile: "Adorei! É o que eles fazem de melhor, que bom ver de volta." Com esta coleção, Dolce & Gabbana voltaram às origens sicilianas. Ternos de inspiração masculina se intercalavam com vestidos ultrafemininos cheios de franjas, como as de um xale, e com rendas. Tudo justo e deixando aparecer a lingerie retrô. No final, as peças íntimas ganharam mais destaque: tod as as modelos saíram juntas vestindo apenas corselets sob os aplausos da platéia.

MISSONI

Sobreposições e afins

Angela Missoni acertou ao usar sobreposições bem no estilo hippie-chic em sua coleção de inverno. Mas, ao tentar traduzir o mesmo tema para este verão, enfrentou um desafio e tanto. Nos corredores da corte de um palácio de 1600, ela apresentou uma coleção incoerente. O maior problema do desfile estava no styling, mais do que nas peças que, separadas, podem funcionar. Finos e em tons claros, os tricôs em ziguezague, típicos da maison, viraram cardigãs longos e curtos e minivestidos. Quando usadas separadamente, as peças são ótimas. Mas, misturados na passarela, usados um sobre os outros e ainda com um bustiê por cima, simplesmente não funcionaram. Sem falar nas muitas correntes de prata. Enfim, um pequeno deslize fashion, mas que não deve chegar a atrapalhar as vendas da marca.

GIORGIO ARMANI

Moda em dia

Para a sua linha Emporio, Giorgio Armani apresenta nesta estação a versão jovem do tailleur. São blazers curtinhos com ombros bem marcados usados com saias curtas ou shorts e salto alto. As entradas em preto e branco no meio do desfile foram lindas e de forte impacto (estampas de poás em saias, bermudas e blusas). No final, entraram cores fortes, bem anos 1980, como vermelho, turquesa e fúcsia. Bonitos os maiôs e biquínis com cortes assimétricos. A marca descreve a coleção como sendo contemporânea e metropolitana. Portanto, perfeita para agradar esta geração.

EMILIO PUCCI

Mar aberto

Esta é a segunda estação que Peter Dundas desenha para a marca italiana Emilio Pucci. Desde o começo, ele limpou a grife de quase todas as famosas estampas coloridas e mudou a modelagem, tornando as peças muito mais justas e estruturadas. Isso significou uma aceleração no lado sexy da marca. Nas coleções do estilista norueguês, as poucas estampas que aparecem são minimalistas e monocromáticas. Na estação passada, as peças sexy causaram um certo choque, mas, desta vez, o estilista parecia estar mais seguro e confiante. A coleção estava linda com seus maiôs e minivestidos que abraçavam o corpo e contrastavam com as peças esvoaçantes de seda, estampadas com temas do fundo do mar (Dundas é um mergulhador fanático). A imprensa adorou e é bem possível que as clientes também aprovem.

PRADA

A Prada invadiu a praia

O desfile da Prada é referência na semana da moda. Nesta estação, Miuccia apresentou a sua visão logo no primeiro dia. Em um painel central que dividia a passarela, imagens de casas de 1800 com seus candelabros eram projetadas em contraste com cenas de praias, mar e coqueiros. Um claro aceno ao que vimos na passarela. Modelagens clássicas da marca em tecidos tecno-luxo, cortados a fio, contrastavam com calções estilo surf ou com estampas de cenas praieiras. A referência ao luxo do século 19 vinha nos cristais pendurados nos sapatos e bolsas de plástico, ou nos "aventais" tipo chain mail - contrastes irônicos, intelectuais e que beiram o kitch estão sempre presentes no produto Prada. O resultado prova que reinventar seus clássicos e reinventar-se é uma das maiores lições de moda da atualidade.

D&G

American West

Às vezes a tendência não está só na passarela. No desfile da D&G, a primeira fila, sempre reservada às editoras de moda e compradoras mais importantes do mundo fashion, foi tomada por atletas VIPS, como jogadores do Milan, e, acredite, blogueiros! - as poderosas editoras tiveram que se contentar em sentar atrás dos responsáveis pelo The Sartorialist, Garance Doré, Jack and Jill e Bryanboy, entre outros blogs famosos. Na passarela, o tema era claro: cowgirl - com direito a botas típicas e lecinho no pescoço... Saias de babados longas e curtas, shorts e camisas western em jeans delavé e desgastado contrastavam com peças de alfaiataria masculina superclássicas. Tudo sexy, tudo súper bem cortado e bem feito. Ponto extra para o cinto de camurça largo usado como saia - peça young que já nasce desejável. É uma coleção comercial, mas que consegue ser forte e fashion ao mesmo tempo.

Fonte: Revista ELLE / Fotos: Agência Fotosite para Elle

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